quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

AMOR

Conceito: Amor – “Fogo que arde sem se ver”. Uma razão de viver. A mais alegre das tristezas, a mais triste das alegrias. Algo que nos faz andar parvos e com um sorriso idiota. A comunhão perfeita de duas almas gémeas… Tu e eu...
Ya!... Claro!
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O amor é uma construção cultural.

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É uma convenção social, um manual de procedimentos emocionais, criado por um determinado ambiente social e cultural, que nos diz o que devemos esperar sentir e como nos comportar.

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Pondo de lado os factores físicos, sentimos-nos atraídos por quem nos espelha.

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Começamos a gostar de quem pensa o mesmo que nós, de quem se veste da mesma maneira, de quem tem a mesma postura corporal. Não é por acaso que o Carlos Tê diz “não se ama quem não ouve a mesma canção”

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Todos nós já passámos por situações em que ficamos contentes só pelo facto de descobrirmos que outra pessoa partilha de um gosto connosco. Vermos no outro um espelhamento de atitudes e ideias é uma fonte de segurança para nós. Esta, aliada à atração, facilmente conduz ao contacto físico, o qual pode ser escalado até ao sexo.

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Se o contacto sexual for regular, ao fim de algum tempo é normal os intervenientes interrogarem-se se amam ou não a outra pessoa.

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O amar é uma forma de legitimar socialmente o facto de agora aquelas duas pessoas passarem muito tempo juntas. É como se dissessem:
“ – Nós fodemos como coelhos, mas com dignidade, porque nos amamos”

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Há a crença de que para cada um de nós existe uma pessoa certa, uma alma gémea por ai; e que encontraremos essa pessoa, por artes mais ou menos mágicas ou obra e graça do D (de Destino ou Deus, conforme a vossa preferência) sem que tenhamos de fazer grande coisa.

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Normalmente os adeptos desta ideia também acreditam que o Amor é uma coisa que aparece naturalmente (quiçá nas árvores…) geralmente consolidando-se com o tempo.

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Considerando que a população humana é de qualquer coisa como 4 biliões de pessoas (algumas das quais já morreram de fome desde que vocês começaram a ler este post) a probabilidade de encontrar a minha alma gémea é menor da de eu ganhar o Euro milhões. Claro que sempre podemos ir para a China ou para a Índia para aumentar um bocadinho as nossas hipóteses, mas os crentes não o fazem, porque de alguma forma as almas gémeas parece que andam sempre por perto umas as outras. Convenientemente, diria…

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Dizer que se ama alguém é cómodo e fica sempre bem. É essa a resposta emocional que se espera de uma pessoa que esteja frequentemente com outra. Aliás... Essa é a ÚNICA justificação que fomos ensinados a aceitar.

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“ – Eu estou contigo porque te amo” – Isto é uma coisa bonita de se dizer. Qualquer outra justificação, mesmo se absolutamente sincera, é inaceitável.

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Estar com alguém só pelo facto de se gostar de estar, pelo facto de estarmos mesmo e completamente quando estamos; é interpretado como sendo um abuso de confiança, que alguém se está a aproveitar do outro, um logro, no fundo...

 

Mental Note: É muito chato saber que o arco-íris são só gotas de água e luz reflectida. É que assim deixamos de acreditar em potes de ouro…

Mental Note 2: E Mira? Pois... Tivessem ido! ;-)

 

 

 

 

 

 

 

(via mail)

4 comentários:

M. disse...

Continuamos na área filosófica...(gosto)

Olha, nem sei quem disse: curto e grosso: o amor é algo que torna as pessoas ainda mais estúpidas:)

Miss B disse...

Mais estúpidas não digamos, mas sim mais preocupadas com coisas que nem deviam. tudo se torna mais complicado...é deixar a vida andar conforme o vento. o que tiver de ser será. já temos demasiadas preocupações

M. disse...

ou seja: mais estúpidas. Não quer dizer que seja mau. pelo contrário.

Isso Agora disse...

Eu acho isto uma grande filó... sofia!!

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